PROJETO TRABALHA EDUCOMUNICAÇÃO EM COMUNIDADE QUILOMBOLA DA PARAÍBA


Por: Por: Djane Assunção - @mestre_djane
Fotos: Metódio Leite

Um projeto de extensão desenvolvido por alunos da Faculdade Integrada de Patos (FIP) vem realizando atividades voltadas para o resgate cultural e reconhecimento de identidade da comunidade remanescente de quilombo Serra Feia, na zona rural do município de Cacimbas, localizado no sertão da Paraíba.

Denominado como projeto de extensão Direitos Humanos, Inclusão, Educação e Cultura iniciou suas atividades no ano de 2016. No começo, as ações interventivas na comunidade surgiram por inciativa do curso de Psicologia, mas não demorou muito para que os alunos da graduação em Jornalismo e Odontologia integrassem o trabalho.

A novidade para este ano foi a inserção de atividade voltadas para a utilização de práticas educomunicativas. As ações subsidiadas pelo campo da Educomunicação estão sendo realizadas por discentes do curso de Jornalismo e visam a aplicação de oficinas para utilização de mídias no resgate da cultura quilombola junto a professores e alunos da Escola Municipal Joaquim Cassiano Alves.

As atividades educomunicativas são fruto da criação do projeto de extensão Oficinas de Jornalismo e Multimeios em Comunicação, vinculado ao projeto inicial em Direitos Humanos, Inclusão, Educação e Cultura.

 

Ayara Luna, discente de Jornalismo da FIP e uma das responsáveis pela iniciativa, concedeu entrevista onde detalhou como são realizadas as atividades na comunidade.

CONFIRA A ENTREVISTA ABAIXO:

Djane Assunção - Como começou o projeto e qual seu objetivo?

Ayara Luna: O projeto de extensão Oficinas de Jornalismo e Multimeios em Comunicação surgiu no período acadêmico de 2018.1 e trabalha em parceria com outro projeto, Direitos Humanos, Inclusão, Educação e Cultura, esse inicialmente componente do curso de Psicologia, e que já vem há dois anos realizando atividades na comunidade remanescente de quilombo Serra Feia. Estas atividades são realizadas por alunos de Jornalismo, Odontologia e Psicologia.

No caso específico das oficinas de jornalismo e multimeios em comunicação, as atividades são direcionadas para a temática da educomunicação. O objetivo é oferecer oficinas de fotografia, radiojornalismo, assessoria de comunicação, jornalismo móvel e telejornalismo. O grupo de universitários envolvidos oferecem aos moradores o contato com estas oficinas para que possam ganhar voz utilizando as mídias e redes sociais de forma responsável e ética.


Djane Assunção - Você diz que as atividades realizadas na comunidade são feitas por meio de ações interdisciplinares (Jornalismo, Odontologia e Psicologia), fale um pouco sobre esta estrutura de trabalho.

Ayara Luna: Enquanto o jornalismo visa compreender os usos das mídias, o projeto de maneira geral trabalha com resgate de identidade cultural e reconhecimento numa perspectiva dos direitos humanos. Juntamente com a visão dos outros campos de estudo, trabalhando juntos parte teórica e prática, é possível proporcionar para a comunidade meios para a luta dos seus direitos.

Djane Assunção: Além da vinculação institucional com a Universidade, o projeto tem algum apoio das secretarias ou outros órgãos municipais, estaduais ou federais ou iniciativa privada? 

Ayara Luna: O projeto é exclusivamente institucional, ou seja, vinculado à Universidade. Diante às vivências na comunidade, estou trabalhando a construção de um vídeo documentário que já está em processo de edição, e que é fruto do meu trabalho de conclusão de curso realizado junto as oficinas na comunidade. No vídeo os próprios moradores contam sua história, pois busquei a ação através de jornalismo social que tão pouco praticado nos meios acadêmicos.


Djane Assunção: De onde surgiu a ideia de adentrar para o campo da Educomunicação e como você enxerga a inserção das práticas educomunicativas no projeto?

Ayara Luna: Período passado foi trabalhado uma atividade de concurso de redação e desenho, tendo como tema "como vejo Serra Feia". No início houve resistência dos alunos da Escola Municipal Joaquim Cassiano Alves, onde desenvolvemos parte de nossas atividades, mas após debates e palestras os estudantes se empenharam e o concurso foi um sucesso. A partir daí percebi que não falta neles reconhecimento de pertencimento do local, mas sim incentivo de como mostrar o lugar deles. Foi aí que surgiu a ideia de inserir a educomunicação nas ações.


Em conversa com a professora do curso de Jornalismo da disciplina de educomunicação, Josiane Carla, traçamos ações de como eles iriam utilizar esses meios para mostrar Serra Feia, então pela dinâmica da disciplina seria uma boa trabalhar esses ensinos em um lugar de acesso remoto. O plano é promover exposição fotográfica, jornal escolar e uma tão sonhada rádio local, que sai da escola partindo para os principais pontos da comunidade.

Djane Assunção: Como a comunidade vêm respondendo às ações desenvolvidas?

Ayara Luna: A comunidade sempre recebeu as ações de braços abertos, não apenas os alunos, professores, colaboradores educacionais, mas inclusive os moradores que sempre contribuíram bastante para nosso trabalho.

Para acompanhar de perto o trabalho sigam a página no Facebook: comunidadequilombolaserrafeia

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