O ESPÍRITO DOS NATAIS PASSADOS


Por: Djane Assunção - @mestre_djane

Para algumas pessoas, assim como eu, o natal é uma data que nunca representou muita coisa. Às vezes é pelo fato de não ser uma pessoa muito religiosa, ou mesmo porque não é todo mundo que tem dinheiro para comprar presentes em um mês [como o de dezembro] que respira isso de uma maneira irritante.

Quando se vem de uma família acostumada a passar datas comemorativas distante um do outro, o natal é apenas um dia para descansar e ouvir algumas discografias a mais.

São pouquíssimas coisas que me marcaram quando se trata de Natal. Só me vêm à mente aquele filme “Um Herói de Brinquedo” com o Arnold Scharzenegger, mais um dos patrimônios culturais da Sessão da Tarde. Lembro também que num desses natais perdidos eu contava as horas para assistir “Esqueceram de Mim” com o meu pai. É um daqueles com o Macaulay Culkin e que passava à noite na Record.

Lembro também que é uma época em que sempre estou com problemas emocionais provocados por relacionamentos confusos. Mas isso até que já se tornou normal, sendo fácil de lidar.

Por fim, o natal sempre me recorda um livro que fica na estante lá de casa há anos! Chama-se “Uma história de Natal” e foi escrito por Charles Dickens. Foi um dos primeiros contos que tive coragem de pegar o livro e ler. No final me identifiquei muito, e não é porque eu seja do tipo Ebenezer Scrooge, mas é porque afinal de contas, eu também nunca tive grandes e felizes histórias de natal.

Música sugerida para este texto: Teorias de Raul – Zezé di Camargo e Luciano

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