TERRAS PERDIDAS, PRECIPÍCIOS


Por: Djane Assunção - @mestre_djane

O que te faz realmente se sentir vivo? Parece uma pergunta idiota, cercada de velhos clichês e tão redundante em discursos que se torna supérflua, chata como meia hora de aula sobre roteiro técnico para audiovisual.

Assumindo a chatice como parte do que me tornei nas três últimas semanas, e impulsionado por uma rotina diária de insônias, eu insisto: o que te faz realmente se sentir vivo?

Diariamente, como um ser humano inconstante, completamente cabível a julgamentos, me faço essa pergunta em todas as madrugadas que não consigo enxergar um caminho para o futuro. Na maioria das vezes chego a uma conclusão que dura apenas até o momento em que entro no banheiro e me olho no espelho enquanto escovo os dentes.

Outras vezes, me materializo através das decepções amorosas, da saudade de casa, como se toda vez que me questionasse sobre o assunto eu fosse transportado para a música Ritual do Cazuza. Ora, “pra que sonhar? A vida é tão desconhecida e mágica, que dorme às vezes do teu lado, calada. Tantas histórias de um grande amor perdido, terras perdidas, precipícios...”

Olha, se tem uma coisa que me assusta é como o acaso brinca com as nossas vidas. Tenho tanto medo disso que às vezes passo a acreditar em uma frase que vi no filme Constantine: “Deus é uma criança com uma fazenda de formigas, não planeja nada”.

Você já beijou alguém de forma tão profunda ao ponto de cessar momentaneamente sua respiração, fazendo o acreditar que é possível viver sem oxigênio? Já caminhou descalço na lama em uma madrugada de chuva forte? Sabe, viver ou ser feliz está mais para uma questão de enquadramento, de plano, ou talvez seja apenas mais uma questão submissa a uma vontade superior [Deuses ou destino, fica à sua escolha].

Particularmente, ainda não posso afirmar o que me faz se sentir realmente vivo, contudo, de uma coisa eu garanto, não são essas reflexões chatas e esses “textões”, menos ainda lembrar que preciso aprender sobre roteiro técnico para audiovisual.

Música sugerida para este texto: Ritual – Cazuza

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