AMOR SEM ETC.


Por: Djane Assunção - @mestre_djane

Conviver com a ideia de amar uma pessoa, é antes de mais nada, um exercício de paciência. Não me refiro a amar a mãe, o pai, ou mesmo um outro indivíduo da família, isso também é, mas sim ao fato de sentir seu corpo se desmanchar de humanidade por outro alguém quem em algum momento lhe foi apenas um estranho.

Pense em uma mesma música cantada por intérpretes diferentes. A letra, a sonoridade e o ritmo pode até serem os mesmos, porém a maneira de lidar com a canção, a paixão que envolve cada forma de cantar, jamais será igual. Da mesma maneira são os relacionamentos. Em determinados momentos cada parte envolvida poderá enxergar o amor de uma maneira singular.

Haverá momentos confusos, na qual o mundo parece desabar sobre as cabeças atormentadas. Da mesma forma existem os momentos em que as pessoas se tornam inatingíveis, como se o sentimento que ferve em seu sangue fosse capaz de ultrapassar os limites da sua própria realidade.

Relações de amor são extremamente frágeis e ao mesmo tempo uma das conexões mais fortes que pode existir nesse mundo de luz. Frágeis por que facilmente são capazes de perder o sentido, de serem sufocadas pela rotina. Fortes porque mesmo que se desfaçam na superficialidade dos nossos egoísmos, simplesmente não somem de dentro da mortalidade das nossas mentes, ainda que em momentos de solidão desejássemos que se extinguisse de vez.

A verdade é que o amor causa dor, prejuízo mesmo. Ao ponto de só o entendermos de verdade quando choramos por ele. Quando caímos em prantos apenas por alguma palavra mal pronunciada ou uma discussão que faz com que algumas madrugadas beirem a eternidade.

Falar de amor é basicamente navegar em um oceano de clichês, não há como fugir disso. Mas o mais incrível, é que mesmo assim, é quase impossível o definir sem realmente sentir as diversas emoções que ele proporciona [ou ainda sim, não ser capaz de achar definição].

Sim, eu concordo que o verdadeiro amor não tem final feliz porque nunca acaba. Contudo, agora eu sei que “até mesmo um grande amor pode não bastar. Que no dia-a-dia o grande amor abrange sonho e [antes de tudo] companheirismo e vida real - Nando Reis”.

Música sugerida para este texto: Coração vago – Nando Reis

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