EXTRAINDO SIGNIFICADOS: EM BUSCA DO PORRÃO - O RAPPA


“Em Busca do Porrão” é a sexta faixa do álbum "7 Vezes", lançado no ano de 2008 pela banda carioca O Rappa.

Antes de partirmos para a explicação individual dos trechos, é preciso que esteja claro qual o significado da palavra “porrão” para a música, pois a letra inteira é sustentada a partir dessa expressão que se repete inúmeras vezes.

Obs. 01: Antes de dar a minha versão do que seja a busca pelo porrão, vejamos o que a própria banda explica acerca da música:


De maneira geral, acredito que a busca pelo porrão esteja associada a três pilares fundamentais: o significado da existência humana, a busca pela paz espiritual (também do ponto de vista religioso), e a luta por direitos de igualdade.

Obs. 02: Para tentar deixar as coisas mais claras, trago mais um depoimento da banda acerca do mistério que envolve essa canção fantástica. O trecho a seguir foi retirado do site Música do Brasil e traz uma entrevista cedida a equipe do SUCESSO e-mailing feita com os integrantes do O Rappa sobre o Álbum 7 vezes.


A busca do porrão não é de paz ou de abraço, de grade, de foice amarelada, não é de cagaço

Nesse primeiro trecho, a música quer dizer que nessa busca pelo porrão (associe aos pilares que citei), não existe distinção entre os indivíduos. Isso quer dizer que toda pessoa busca por melhor qualidade de vida, por paz, pela verdade e pelo amor. Isso independe de sua crença, sua raça ou sua posição social (não é de paz ou de abraço). Vale destacar que esse raciocínio vai acompanhar todos os trechos da canção.

“de grade”, faz referência as pessoas que estão encarceradas por terem descumprido as leis estabelecidas pelos órgãos de competência jurídica. Mas mesmo essas pessoas são tratadas iguais perante a busca por um objetivo pessoal.

“de foice amarelada”, quer dizer que não existe nenhum grupo humano racialmente puro. A busca pelo porrão não distingue cor de pele, não há preconceito ou discriminação.

Obs. 03: “foice amarelada”, traz implicitamente uma referência a Anemia Falciforme, uma doença que atinge com maior frequência indivíduos da raça negra.

Anemia Falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda (causas, sintomas e mais informações clique aqui).


Obs. 04: Cagaço - estado de quem tem ou está com medo, assustado.

“de cagaço”, reforça a ideia de igualdade, de que todas as pessoas são livres para buscarem o porrão, independentemente da sua situação, posição ou condição social.

Não tem cor, não tem caô, nem promessa, nem fita, nem missa

Nessa parte, a letra traz questões ligadas à religião. A busca pelo porrão não exclui nenhum tipo de religião ou crença. “não tem cor, não tem caô”, faz referência as religiões afro-brasileiras.

Obs. 05: Caô é uma palavra comumente usada nas religiões afro-brasileiras, em especial a Umbanda e o Candomblé, e significa uma saudação a Xangô.

Obs. 06: Caô também tem o significado popular de mentira contada com intenção de enganar, conquistar ou forma de brincadeira. É possível que o uso pejorativo do termo se tenha originado na época em que os cultos africanos eram proibidos no Brasil e por isso reprimidos pela Polícia por ordem das autoridades civis e eclesiásticas.

“nem promessa, nem fita, nem missa”, está especificando as crenças (santos, dogmas, cultos, etc.) das religiões pertencentes às dominações cristãs (religiões da fé em Jesus Cristo, de sua ética e sua promessa de redenção).

A busca do porrão não é missão, é uma sina. A busca do porrão não faz barulho e não cobra dívida

Essa parte da letra quer dizer que a busca pela paz vai além das instituições religiosas que qualquer indivíduo possa frequentar. É algo que depende apenas do seu estado de espírito e do seu próprio sentimento do que seja fé. Nesse trecho, existe uma crítica às religiões que tentam impor “missões” às pessoas. Nesse caso específico, diretamente a bíblia sagrada cristã (a busca do porrão não é missão, é uma sina).

Obs. 07: Peguemos um trecho da bíblia para ilustrar essa concepção.

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças, em favor de todas as pessoas; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todas as pessoas sejam salvas e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. 1 Timóteo Cap. 2 Vers. 1-4

“a busca do porrão não faz barulho e não cobra dívida”, é uma crítica direta ao lucrativo mercado em que se transformou a fé! O oportunismo de consumo do “mundo cristão” tornou-se uma tentação que tem desviado muita gente do verdadeiro papel da religião. O famigerado cristianismo ávido por novidades, carente de Deus, está à mercê dos charlatões de plantão e dos enganadores disfarçados de crentes. Enriqueceram-se à custa do evangelho.

Obs. 08: Se você quiser um texto perfeito, e que sintetiza esse tema, escute a canção: "No comércio da fé Jesus não passa de um produto vendido à prestação", da dupla Os Nonatos.

A busca do porrão é intenção, abraço consternado do pai no filho pródigo perdoado e a presente felicidade, que não começa e nem termina no espaço da paz

Obs. 09: Consternado - Desolado, triste.

Obs. 10: Filho Pródigo é uma das mais famosas parábolas, que segundo a bíblia sagrada cristãJesus Cristo teria contado aos fariseus e líderes religiosos quando o acusaram de receber e compartilhar as suas refeições com "pecadores" (leia mais aqui e ficará claro).

De acordo com Lucas 15:11-32, um filho exige toda a herança que seu pai lhe atribuiu. Ele recebe e a desperdiça com coisas supérfluas. Depois de perder sua fortuna (a palavra "pródigo" significa "desperdiçador, extravagante"), este filho retorna para casa do pai em busca de redenção. O seu pai o recebe sem mágoas e promovendo uma grande festa. Um outro filho seu, este que era o primogênito, leal e obediente, se sentiu desmerecido pela forma como o pai tratou o seu irmão mais novo. O pai então lhe diz:

“Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; entretanto cumpria regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou (leia mais aqui)

Esta parábola é a terceira e a última de uma trilogia sobre a redenção, vindo após a Parábola da Ovelha Perdida e a Parábola da Moeda Perdida.

Obs. 11: Baseando-se na concepção da Parábola do Filho Pródigo, a música do Rappa fala da busca pela paz de espírito, pela redenção e pela verdade da existência, pois esta, é algo que cabe a cada pessoa se impor, é uma intenção que vem do eu interior de cada ser (a busca do porrão é intenção).

Como já expliquei, a busca do porrão independe do que você acredita, vai além de um lugar de orações ou cultos, está presente em todo o seu cotidiano, em toda ação por mais singela que seja. Assim, a felicidade deve estar além das instituições religiosas que se dizem responsáveis por trazer a paz para quem as frequente (presente felicidade, que não começa e nem termina no espaço da paz).

A fruição do som, do espaço vazio, o amor que não dá pitaco, que não dá pio. A busca do porrão não tem fim, não tem fim nem finalidade, onde é necessária não tem, não tem cidade

Acredito que nessa parte, a música esteja se referindo ao eu interior de cada indivíduo. A busca pelo porrão tem que ser prazerosa e sentida de forma intensa por cada pessoa. A alma precisa estar desprendida de conceitos morais e sociais impostos por doutrinas, discursos hegemônicos, etc. (o amor que não dá pitaco, que não dá pio). É preciso se entender e escutar seus desejos mais intensos, deixando-os fruir (a fruição do som) em sua mente de maneira limpa e extremamente íntima (do espaço vazio).

Obs. 12: Porrão - Para o Candomblé e a Umbanda é um pote de barro utilizado para preparar banhos feitos com o sumo de ervas. O porrão é muito utilizado no banho de Abó, rito que objetiva a limpeza espiritual, o descarrego e a purificação do corpo.

Na tradição do candomblé o porrão também é posto nos portões das casas. O vasilhame de barro é preenchido com água e ervas, e tem o objetivo de purificar os visitantes antes da entrada na residência de quem o pôs.

A busca pelo porrão está em todas as coisas ao mesmo tempo, nos pequenos e nos grandes detalhes, em tudo que nos envolve. Do cotidiano mais conturbado ao dia-a-dia mais supérfluo. A verdade que tanto almejamos, a eterna paz de espírito é algo utópico em nossas vidas, porém necessário (a busca do porrão não tem fim). Morreremos sem encontrar as respostas para muitas das nossas perguntas (não tem fim nem finalidade).

Obs. 13: Para sustentar minhas hipóteses trago um trecho que sintetiza o pensamento do filósofo e teórico social Michel Foucalt, sobre o corpo.

“Foucault interpreta o corpo como o fundamento de todas as utopias ao demonstrar que nele o impensado, o impossível e o que não tem lugar na realidade ganham existência. [...] O corpo realiza uma comunicação ético-estética com o mundo, a partir dele se pode sonhar, imaginar e perceber a realidade [...]. O corpo como utopia é o fragmento de espaço onde posicionamentos sem lugar real na sociedade podem existir, ligando-se a todos os outros posicionamentos ao mesmo tempo suspendendo-os, neutralizando-os ou invertendo-os. O corpo/espaço definido como utopia, posicionamentos que estabelecem com o espaço real da sociedade uma relação de analogia direta, mas que efetivamente não existem, materializam-se nos corpos, nos investimentos que sujeitos operam para tornarem suas vidas mais belas, demonstrando o corpo como potência libertadora”. PEREIRA, Ilaina Damasceno. Estética da existência e cidade: anotações para o debate. p. 7-8.

A busca do porrão é a beleza nunca perdida da cidade, pra além do silêncio do gozo da mulher difícil da cidade

A busca pelo porrão tem de ser vista com beleza, com desfrute, mesmo em locais onde a paz parece ser esquecida (cidades grandes), onde se é obrigado a estar em constante pressa, e forçadamente aceitando padrões de vida. A cidade precisa ser um espaço de encontro entre os diferentes, onde os indivíduos experimentem diversas relações inovadoras de vida em sociedade, afinal, cidades são criações humanas (a busca do porrão é a beleza nunca perdida da cidade).

Nesse conturbado complexo de relações sociais, as diferenças ao invés de serem segregadas entre os indivíduos, necessitam serem expostas no centro e vistas como a condição da existência humana (pra além do silêncio do gozo da mulher difícil da cidade).

Do patrão encaixe, neura do torturado, para além do trem, do ônibus, do pé inchado. Do patrão encaixe, neura do torturado, folheado, café-milho misturado.

Nessa busca pelo porrão, não escapam nenhum setor ou núcleo social. Essa parte faz alusão à escravidão moderna e a escravidão antiga no Brasil.

Obs. 14: A história da escravidão no Brasil relata que os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol) nos canaviais, milharais, cafezais dentre outras culturas, recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia (do patrão encaixe, neura do torturado, folheado, café-milho misturado). (leia mais aqui)

Obs. 15: Na escravidão moderna, que podemos denominar de exploração trabalhista, o empregador não oferece as condições de trabalho dignas ao trabalho realizado pelo empregado. Ex.: turnos exaustivos, salário abaixo do mínimo, condições desumanas de trabalho, má alimentação, negação dos direitos mínimos e etc. (do patrão encaixe, neura do torturado, para além do trem, do ônibus, do pé inchado). (leia mais aqui)

A busca do porrão vai além, além do macacão, abraço evangélico, evangélico no tição

Ainda na lógica do trecho anterior, a busca do porrão vai além de uma vida fútil e sem esperanças de crescimento, está na busca pela melhor qualidade de vida. 

“a busca do porrão vai além, além do macacão”, está fazendo referência a roupa do trabalhador moderno, do Equipamento de Proteção Individual (EPI).

“abraço evangélico, evangélico no tição”, refere-se à história do Brasil, que em certa época, a escravidão era vista como uma oportunidade de salvação para os negros (tição). Por isso, os grandes pregadores e religiosos da época, destacavam sempre a importância de ensinar-lhes a fé católica e os costumes religiosos (evangelho). (leia mais aqui).

Obs. 16: Tição - Pedaço de lenha ou de carvão aceso ou meio queimado. Indivíduo muito trigueiro ou muito sujo. Expressão pejorativa usada para se referir a uma pessoa com tom de pele negra.

Obs. 17: Para o famoso jesuíta Antônio Vieira, o escravo deveria servir bem seu senhor e salvar sua alma. 

“O que haveis de fazer é […] dar muitas graças pelo cativeiro que vos trouxe e, sobretudo, aproveitar-vos dele para trocar a liberdade e a felicidade da outra vida, que não passa, como esta”.

Onde ninguém se perde nos dramáticos sete, não tem traíra, não tem canivete, sem traíra, sem canivete, sem traíra e canivete.

A busca pelo porrão é cotidiana, precisa ser objetiva e tranquila, procurada em todos os dias da semana (nos dramáticos sete). Para encontrar a paz de espírito, as possíveis respostas para suas verdades, é necessário sentir-se seguro e confortável consigo mesmo. A luta incessante na busca de uma vida que seja capaz de suportar os inúmeros problemas que estão esperando para te apunhalar pelas costas (não tem canivete, sem traíra, sem canivete).

O legal encontra o razoável, encaixe do neura do torturado 

A procura pelo porrão é onde o que te faz bem vai ao encontro do que é direito seu. É a luta diária pelo reconhecimento dos seus ideais, dos seus princípios, do seu direito de viver em paz.

O legal encontra o razoável, folheado, café milho misturado

Nessa parte, a música faz uma crítica ao famoso "jeitinho brasileiro" de fazer as coisas. Destaca o fato de que o porrão não admite o errado, a corrupção, os caminhos tortuosos.  A busca do porrão é refletida nas inúmeras batalhas enfrentadas com determinação, honestidade e destreza.  

Obs. 18: Esse trecho faz menção a um caso ocorrido entre os anos de 2005 e 2006, onde a empresa Torrefação e Moagem de Café Nossa Senhora de Fátima, do município de Santa Izabel do Pará, foi condenada a pagar multa de R$ 256 mil por vender palha de milho misturada ao pó de café. Após a denúncia feita contra o café 'Nossa Senhora de Fátima', outras empresas de torrefação paraenses passaram a ser investigadas pelo Ministério público do estado (MPE). Uma inspeção no Distrito Industrial de Santa Lúcia, às margens da rodovia PA-140, em Santa Izabel, resultou na coleta de amostras também adulteradas, algumas com menos de 25% de café. A maioria das marcas apresentou café misturado a grandes quantidades de cascas, milho e até restos moídos de madeira (leia mais aqui).

Além do papo mudo repetido, além da compreensão, além do cabelo reco sem discriminação 

Na busca pelo porrão, é fundamental estar informado, consciente do seu papel como ser humano. Dúvidas sempre existirão, mas é preciso buscar as respostas para elas, não está confortável com sua posição, estagnado na ignorância, dominado pelos discursos de poder (além do papo mudo repetido, além da compreensão).

A busca pelo porrão não aceita preconceitos ou discriminações, está no desejo de romper padrões estéticos, padrões culturais. Está na luta pela igualdade das minorias, é a busca pelo anseio de se sentir bem do jeito que se é (além do cabelo reco sem discriminação).

Obs. 19: Cabelo reco - corte de cabelo no estilo militar.

O porrão não se respira, não se vende, não se aplica. O porrão não se respira, o porrão é pura pica. A busca do porrão não tem fim e não faz barulho

O porrão não é algo material que se pode tocar, vender, trocar, mas sim um ideal. O porrão é algo que só pode ser conquistado por quem realmente conseguir entender a si próprio (o porrão é pura pica. A busca do porrão não tem fim e não faz barulho).

Obs. 20: Pica das galáxias - Expressão utilizada para elevar a qualidade de algo ao máximo. É uma gíria muito utilizada no Rio de Janeiro.

Obs. 21: A busca do porrão não faz barulho porque é uma revolução interior, presente na luta cotidiana pela quebra das desigualdades, ignorâncias, discriminações, preconceitos do sistema social. Muitas vezes sufocada e silenciada pelos que não querem a igualdade. 

Como diz um trecho da letra da música Propaganda da banda Nação Zumbi (uma das muitas referências musicais do O Rappa):

“Necessidades adquiridas na sessão da tarde, a revolução não vai passar na TV, é verdade”.

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7 comentários:

  1. Curto demais a letra doidera desses caras. Realmente tem que ter a visão!

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    1. Sem dúvidas. O Rappa é sensacional, te transporta para universos de conhecimentos gigantescos.

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  2. Incrível sua leitura quanto a essa música! Demais

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    1. Obrigado amigo. Fico feliz que tenha gostado!

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  3. Gostei do seu texto, achei massa analisar assim!
    Só discordo da interpretação do trecho: " A busca do porrão é intenção, abraço consternado do pai no filho pródigo perdoado e a presente felicidade, que não começa e nem termina no espaço da paz." Na real o filho pródigo é uma parábola que Jesus contou sobre um filhinho de papai que um dia pediu ao pai sua parte na herança, saiu, gastou tudo, sofreu, se arrependeu e voltou pra casa disposto a ser servo do pai. O pai perdoou ele, aceitou de braços abertos e até fez uma festa pra ele. Então eu acho que nessa parte a música diz que a busca do porrão se trata de atitudes, não só falar mas fazer, perdoar sem impor condições e assim alcançar paz, felicidade e etc.
    De todo modo, amo a música e acho que cada um que ouve faz uma leitura e adapta ao que sente e isso é o q a torna fantástica.

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    1. Muito boa a sua contribuição para a interpretação. Pesquisei e realmente faz todo o sentido. Eu nunca li a Bíblia e nem pretendo, por motivos pessoais, mas foi importante você destacar isso. Obrigado, depois irei editar a análise e incluir sua observação. Abraços.

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    2. Hoje fiz uma reestruturação da letra, impondo novos significados. Isso inclui a sua dica extremamente importante. Novamente, muito obrigado!

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