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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

TULIPA NEGRA

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A vida só se torna verdadeiramente bela quando descobrimos que ela nos oferece diariamente o poder de modificá-la. Obtemos isso quando decidimos sair de casa e enfrentar o mundo como ele realmente é, seja no caminho para o trabalho, para a faculdade ou apenas em uma saída para respirar o medo presente nas esquinas.
[...]
Liberdade talvez seja o que ela mais busca. Provavelmente o que primeiro pede a Deus todas as manhãs quando acorda cedo. É claro que enquanto desfila seus sonhos no banheiro ou ajeita minuciosamente o cabelo, ela também almeja desesperadamente que sua luz nunca apague ou que sua melodia não se prenda a apenas sons produzidos por meios-tons. É plenamente consciente de que para ser totalmente livre, é preciso primeiro entender que a vida não é somente montar seu próprio castelo de cartas e depois assistir a queda.
Um rosto gentil e um sorriso tão encantador e sincero como o seu medo de amar. Cada vez que cede a atenção para alguém, ela se torna a razão e a solução para ess…

O CENÁRIO MUSICAL BRASILEIRO (CONVERSA COM DJANE ASSUNÇÃO)

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A conversa sobre o cenário musical brasileiro foi realizado no programa "Por Dentro do Assunto" pertencente a Web Rádio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
O convite foi feito pelas apresentadoras Lilian Salvador e Juliana Rodrigues. 
Confira o debate na integra:

CEM METROS SUICIDAS

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Os pés estavam sujos, foram molhados quando a motocicleta passou velozmente sobre as poças de lama que estavam pelo trecho da rua que não possuía pavimentação asfáltica. Caía uma fina garoa que banhava o visor do capacete e dificultava a visão. Era noite de verão, fazia muito calor e o céu estava indicando que iria brevemente descarregar uma maior e densa precipitação atmosférica.
Estava quase chegando ao seu destino, faltavam apenas cerca de uns cem metros. Bastava dobrar atentamente a curva para a esquerda e seguir continuamente seu caminho pela via direita da faixa amarela pontilhada. Mais uma acelerada pela reta e poderia finalmente lavar os pés e ter o prazer de sujar novamente o espírito de sensações falsas, mas necessárias.
Aquela era uma rua muito conhecida, que de tantas vezes que passou por lá, sua mente reconhecia detalhadamente mudanças que possivelmente eram realizadas no local. Como de costume, estava vazia e escura. Os números das casas continuavam os mesmos, os estabelec…