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Mostrando postagens de Novembro, 2015

JACUMÃ: MAR, MISTÉRIO E MEDO - PARTE V - FINAL

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Após ter escutado o pedido de Guilherme, Raul se virou e olhou para Renato esperando que ele dissesse sua opinião sobre deixar a situação como estava e voltar a dormir. Renato apenas abriu os braços e moveu a cabeça para o lado mostrando que tinha concordado com Guilherme, e dando a entender que não se tinha mais o que fazer ali naquele momento. Em meio à atitude de Renato, tinha ficado claro para todos que realmente seria melhor retornarem ao quarto e irem dormir. Antes de saírem do banheiro, Renato pediu aos seus amigos que esperassem um instante em suas posições que ele precisava lavar os pés no chuveiro. A água que alagava o local já tinha quase que por completo escorrido pelos dois ralos que existiam no espaço. Renato desencostou as costas da parede, abriu a porta que dava entrada para a área do chuveiro e o ligou. Quando ele olhou para baixo para molhar os pés, encontrou a outra parte da peça de plástico que estava faltando. Intrigado e um pouco terrificado, ele passou rapidamen…

JACUMÃ: MAR, MISTÉRIO E MEDO - PARTE IV DE V

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Quando o relógio marcou três horas e quarenta e nove minutos, Raul despertou do sono e escutou alguém andando pela casa. Ele ficou de pé e acordou Guilherme que levantou cuidadosamente para não pisar em Agenor que dormia intensamente em um colchão que estava no chão, posicionado bem entre a cama de Raul e a sua. Raul acendeu a luz do quarto, abriu a porta, e junto de Guilherme foi verificar quem percorria a casa. Ao saírem do quarto, notaram que a porta principal da casa estava aberta e que as lâmpadas da sala e da área de lazer estavam todas acesas, e que para além do portão de ferro fundido onde alcançava a luminosidade das lâmpadas, não se enxergava nada, pois estava um breu. Os jovens andaram pelo corredor em direção à área de lazer e no caminho viram que Sebastião também dormia profundamente ao lado do quarto em que estavam sua mulher e filha. Ao chegarem ao local, encontraram Renato levantando um grande vaso de flores que estava localizado perto da cadeira na qual ele tinha sent…

PARCEIROS, AMIGOS E IRMÃOS

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Somos passageiros do destino, andarilhos que só desejam chegar em paz ao fim da viagem. Diante dos longos e muitos percursos, das inúmeras e tortuosas curvas das estradas, é que percebemos o quanto necessitamos de alguém que possa estar ao nosso lado, nos guiando em busca da direção correta.
Em muitos momentos nos sentimos feitos de solidão, acreditamos que a estação final está cada vez mais próxima e a única coisa que conseguimos fazer durante o percurso que se passou, foi dormir. Desiludidos e sem ânimo, esquecemos que podemos aproveitar todo o resto da viagem, basta abrir a janela e receber a brisa das paisagens que caminham ao nosso redor. Nessas ocasiões de desesperança, é que percebemos o quanto é importante ter uma pessoa para nos acordar para a realidade, olhar nos nossos olhos e nos ajudar a se levantar.
Desde o momento que embarcamos ao lado do destino, somos bombardeados por imprevistos, barreiras que se mostram impossíveis de contornar. É então que olhamos para o lado e enco…

JACUMÃ: MAR, MISTÉRIO E MEDO - PARTE III DE V

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Ventava muito forte e faziam aproximadamente quinze graus Célsius, quando os cinco amigos que voltavam do show desceram do Gol GTS e se aproximaram do portão da casa em que estavam hospedados. Era por volta de uma hora da madrugada. O show tinha sido espetacular, bastava olhar o enorme sorriso que ia de orelha a orelha na face de cada um dos rapazes para confirmar isso. Ao chegarem à frente do portão de ferro contorcido, que formava figuras circulares bem delineadas, um fato angustiou os amigos. Renato percebeu que tinha esquecido em cima do centro de vidro da sala principal, as chaves do portão e também da porta da casa. Como Regina ficou com uma cópia das chaves que Renato tinha lhe dado, ela trancou a casa e os jovens ficaram impossibilitados de entrarem. Dessa maneira, restou gritar para Regina liberar a entrada, torcendo para que do quarto onde ela dormia, escutasse os pedidos de ajuda.
Após alguns minutos de gritos de socorro, a condição continuava complicada, pois por mais alto …

JACUMÃ: MAR, MISTÉRIO E MEDO - PARTE II DE V

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Posteriormente as decisões tomadas e planos determinados, os amigos passaram a conversar entusiasmadamente variados assuntos. Entretanto, Sebastião estava muito calado e tinha um semblante atribulado na face, completamente o oposto do resto das pessoas que estavam ao seu redor. Até quem em um determinado momento do vai-e-vem de diálogos, ele realizou uma pergunta para Renato que fez com que todos se calassem instantaneamente e se virassem em direção dele, que estava sentado numa cadeira posicionada em uma das duas partes da largura da retangular mesa de madeira. A pergunta feita por Sebastião a Renato foi se já teriam existido mortes na casa que eles estavam. Após terem simultaneamente olhado para Sebastião, os espantados Raul e Guilherme entrecruzaram seus olhares com um ar de aflição. Antes de Renato ter respondido, Regina tomou a palavra e olhou firmemente para seu marido, e falou para que ele não começasse com essas histórias e que se concentrasse apenas em tentar se divertir. Dit…