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Mostrando postagens de 2015

DEUS, DESTINO E ELA

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Muitas pessoas acreditam que a partir do momento que um indivíduo nasce, sua vida está programada, delineada por uma força misteriosa que determina os acontecimentos no decorrer do viver, uma energia que é conhecida como destino. No entanto, outras tantas pessoas desconsideram a existência do destino e creem que a única coisa que orienta os acontecimentos de suas vidas é a vontade de Deus.
[...]
Tem gente que tem o dom de fazer as outras pessoas ficarem felizes apenas olhando em seus olhos, sem ao menos precisar diferir nenhuma palavra. Ela tem o talento de trazer paz a qualquer ambiente que esteja presente, carrega consigo um sorriso muitas vezes tímido, mas com o poder de transmitir enorme conforto a quem for privilegiado de recebê-lo. Sua face reflete uma serenidade que se assemelha a uma madrugada fria de inverno com presença de garoa fina, aquelas em que tudo que um indivíduo deseja, é estar abraçado com quem se ama e acalentado pelo doce calor de grandes e macias cobertas.
Ela não …

EXTRAINDO SIGNIFICADOS: ÁLIBI - DJAVAN/MARIA BETHÂNIA

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A canção “Álibi” foi escrita pelo cantor e compositor alagoano Djavan. A música faz parte do álbum “Cara de índio” de 1978. Nessa mesma época, “Álibi” foi regravada pela cantora baiana Maria Bethânia, no álbum que recebeu o mesmo nome de “Álibi”. Sendo este o primeiro álbum na história da música brasileira, que por uma intérprete feminina ultrapassou um milhão de cópias.
De maneira geral, a música fala basicamente de amor. Traz uma mensagem de angústia perante o possível fim de um relacionamento que se mostrou decepcionante para o eu lírico da canção. Seria a exposição de sentimentos que aos poucos, foram se transformando em mágoa, demonstrando um anseio em forma de aflição.
Havia mais que um desejo, a força do beijo, por mais que vadia, não sacia mais
Na primeira estrofe, percebemos um sentimento de decepção por parte do eu lírico. Porém, ele não está falando especificamente de si, mas de uma pessoa na qual ele mantinha um relacionamento, esse que se demostrou não ser totalmente verdade…

DESGESSINGERIANDO: DOM QUIXOTE - ENGENHEIROS DO HAWAII

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“Dom Quixote” é a sexta faixa do álbum “Dançando no Campo Minado”, da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, lançado no ano de 2013. Os compositores da canção foram Humberto Gessinger, e Paulo Galvão.

Muito prazer, meu nome é otário vindo de outros tempos, mas sempre no horário
A primeira estrofe traz um eu lírico se apresentando como “otário”, demonstrando em sua afirmação um sentimento de indiferença e dando a entender que ele se sente fora de contexto em relação a algo (vindo de outros tempos). Podemos então perceber esse algo, como sendo as relações sociais, políticas e econômicas que estão presente na sociedade de sua época, em especial o funcionamento doSistema Capitalista. “Sempre no horário” faz alusão justamente ao modo como se dão as relações capitalistas na sociedade.
Obs. 01:Os proprietários dos meios de produção (burgueses ou capitalistas) são a minoria da população e os não-proprietários (proletários ou trabalhadores - maioria) vivem dos salários pagos em troca de sua força de…

JACUMÃ: MAR, MISTÉRIO E MEDO - PARTE V - FINAL

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Após ter escutado o pedido de Guilherme, Raul se virou e olhou para Renato esperando que ele dissesse sua opinião sobre deixar a situação como estava e voltar a dormir. Renato apenas abriu os braços e moveu a cabeça para o lado mostrando que tinha concordado com Guilherme, e dando a entender que não se tinha mais o que fazer ali naquele momento. Em meio à atitude de Renato, tinha ficado claro para todos que realmente seria melhor retornarem ao quarto e irem dormir. Antes de saírem do banheiro, Renato pediu aos seus amigos que esperassem um instante em suas posições que ele precisava lavar os pés no chuveiro. A água que alagava o local já tinha quase que por completo escorrido pelos dois ralos que existiam no espaço. Renato desencostou as costas da parede, abriu a porta que dava entrada para a área do chuveiro e o ligou. Quando ele olhou para baixo para molhar os pés, encontrou a outra parte da peça de plástico que estava faltando. Intrigado e um pouco terrificado, ele passou rapidamen…

JACUMÃ: MAR, MISTÉRIO E MEDO - PARTE IV DE V

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Quando o relógio marcou três horas e quarenta e nove minutos, Raul despertou do sono e escutou alguém andando pela casa. Ele ficou de pé e acordou Guilherme que levantou cuidadosamente para não pisar em Agenor que dormia intensamente em um colchão que estava no chão, posicionado bem entre a cama de Raul e a sua. Raul acendeu a luz do quarto, abriu a porta, e junto de Guilherme foi verificar quem percorria a casa. Ao saírem do quarto, notaram que a porta principal da casa estava aberta e que as lâmpadas da sala e da área de lazer estavam todas acesas, e que para além do portão de ferro fundido onde alcançava a luminosidade das lâmpadas, não se enxergava nada, pois estava um breu. Os jovens andaram pelo corredor em direção à área de lazer e no caminho viram que Sebastião também dormia profundamente ao lado do quarto em que estavam sua mulher e filha. Ao chegarem ao local, encontraram Renato levantando um grande vaso de flores que estava localizado perto da cadeira na qual ele tinha sent…

PARCEIROS, AMIGOS E IRMÃOS

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Somos passageiros do destino, andarilhos que só desejam chegar em paz ao fim da viagem. Diante dos longos e muitos percursos, das inúmeras e tortuosas curvas das estradas, é que percebemos o quanto necessitamos de alguém que possa estar ao nosso lado, nos guiando em busca da direção correta.
Em muitos momentos nos sentimos feitos de solidão, acreditamos que a estação final está cada vez mais próxima e a única coisa que conseguimos fazer durante o percurso que se passou, foi dormir. Desiludidos e sem ânimo, esquecemos que podemos aproveitar todo o resto da viagem, basta abrir a janela e receber a brisa das paisagens que caminham ao nosso redor. Nessas ocasiões de desesperança, é que percebemos o quanto é importante ter uma pessoa para nos acordar para a realidade, olhar nos nossos olhos e nos ajudar a se levantar.
Desde o momento que embarcamos ao lado do destino, somos bombardeados por imprevistos, barreiras que se mostram impossíveis de contornar. É então que olhamos para o lado e enco…

JACUMÃ: MAR, MISTÉRIO E MEDO - PARTE III DE V

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Ventava muito forte e faziam aproximadamente quinze graus Célsius, quando os cinco amigos que voltavam do show desceram do Gol GTS e se aproximaram do portão da casa em que estavam hospedados. Era por volta de uma hora da madrugada. O show tinha sido espetacular, bastava olhar o enorme sorriso que ia de orelha a orelha na face de cada um dos rapazes para confirmar isso. Ao chegarem à frente do portão de ferro contorcido, que formava figuras circulares bem delineadas, um fato angustiou os amigos. Renato percebeu que tinha esquecido em cima do centro de vidro da sala principal, as chaves do portão e também da porta da casa. Como Regina ficou com uma cópia das chaves que Renato tinha lhe dado, ela trancou a casa e os jovens ficaram impossibilitados de entrarem. Dessa maneira, restou gritar para Regina liberar a entrada, torcendo para que do quarto onde ela dormia, escutasse os pedidos de ajuda.
Após alguns minutos de gritos de socorro, a condição continuava complicada, pois por mais alto …