ENTRE DIAS E NOITES


Por: Djane Assunção - @mestre_djane

Olhar as nuvens em um sábado de sol. Para a grande maioria das formigas pensantes... uma tolice. Para os loucos um momento de repor as energias e resgatar o pouco de esperança que ainda lhes resta.

As nuvens tão livres e tão suaves aos olhos são um espelho da alma, uma fuga da dor que o corpo carrega, do martírio emocional que parece andar ao lado dos sinceros. Contudo, os olhos úmidos e ardentes já não querem enxergar o horizonte, esperam dormentes pelo cair da noite enquanto a consciência luta para assistir aquele que poderá ser o último crepúsculo. Quem sabe?

A noite atormentadora e sombria engole as lamentações do formigueiro, fazendo com que os gemidos possam ecoar pela escuridão e chegarem aos galhos mais altos. Os postes se acendem como isqueiros em um show de pop-rock iluminando a parte material da vida, enquanto as estrelas se responsabilizam pela parte espiritual.

Automóveis se chocam como grãos de areia levados pela brisa da triste madrugada de um novo domingo. Ao longe, por trás dos arranha-céus e perto da pureza do horizonte surgem finos reflexos dourados. A maioria das formigas sai para sentir o aroma que a nova aurora traz. É nessa hora que as diferenças são novamente estabelecidas e há uma renovação do ciclo e ordem natural das coisas. Formigas voltam a serem apenas formigas.

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